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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Eleições no NES ISEP


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NES ISEP 2012/2013


O Núcleo de Estudantes Socialistas do ISEP (NES ISEP) dá as boas-vindas aos alunos que ingressam pela primeira vez no ensino superior, em especial no ISEP, desejando a todos um excelente ano letivo.

     Como é do conhecimento geral, o nosso país atravessa um momento delicado a todos os níveis e o Ensino Superior não é exceção. O NES ISEP não se alheia às problemáticas existentes e pretende ao longo deste ano lectivo continuar a desenvolver o trabalho iniciado no ano anterior, defendendo o Ensino Superior, não deixando nunca ninguém para trás através da promoção de um ensino mais próximo dos estudantes, mais equilibrado e defendendo sempre a cooperação entre toda a comunidade estudantil e as entidades que a representam. É também nossa pretensão continuar o dinamismo até aqui mostrado, destacando-se a auscultação dos estudantes, a promoção do debate político e ideológico em torno de diversas questões, quer a nível geral no que toca às eventualidades conjunturais, quer a nível particular nas diversas temáticas do Ensino Superior sem esquecer os valores que nos distinguem enquanto jovens Socialistas.


Para que tal aconteça deixámos um desafio a todos os alunos do ISEP - o desafio de se juntarem a nós e contribuírem com um pouco daquilo que cada um de vós pode oferecer para melhorar o Ensino Superior e a sociedade em geral, através do exercício da cidadania.

Acompanhem o trabalho do nosso Núcleo através do Blog (http://www.nes-isep.blogspot.pt/), ou da nossa página do facebook (https://www.facebook.com/nes.isep) e não deixem de visitar a nossa página de youtube (http://www.youtube.com/user/nesISEP) onde pretendemos continuar a apresentar vídeos das iniciativas realizadas bem como alguns conteúdos didáticos.

Esperamos que aceitem este desafio com coragem e entrega para que façamos desta equipa um grupo de cidadãos ainda mais proativo e fortalecido!


Marco Pinto

segunda-feira, 16 de julho de 2012

2ª Newsletter Semestral do NES ISEP 2011/2012

























Já está disponível a 2ª Newsletter Semestral do NES ISEP que aborda as iniciativas desenvolvidas ao longo do segundo semestre 2011/2012. Para a obteres em melhor qualidade (formato PDF) clica aqui.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Comunicado dos NES da UP e da Federação Distrital do Porto da JS defende os direitos dos trabalhadores estudantes


Trabalhadores-Estudantes: Federação Distrital do Porto da JS e Núcleos de Estudantes Socialistas da Universidade do Porto defendem época especial de exames

Medida do Reitor é considerada inoportuna pelas estruturas jovens socialistas.

A Federação Distrital do Porto da JS e os Núcleos de Estudantes Socialistas da Universidade do Porto entendem não fazer sentido impedir os trabalhadores‑estudantes de acederem à época especial de exames.

Perante a comunicação escrita pelo Reitor a todas as unidades orgânicas, na qual defende não existir um enquadramento legal para este acesso, é entendimento dos jovens socialistas que a Universidade do Porto deve recuar nessa posição. É importante favorecer a integração e o sucesso escolar de jovens que, muitas vezes por dificuldades financeiras, são obrigados a compatibilizar o seu curso com um trabalho, ou de adultos que pretendem reforçar as suas qualificações quando já estão no mercado de trabalho.

Para João Torres, presidente da Federação Distrital do Porto da JS, «a missiva do Reitor não promove a inclusão social num momento particularmente complexo para todos os estudantes, para além de que é extemporânea, porquanto não existiu nenhuma alteração recente à lei que obrigue a Universidade do Porto a ter uma outra abordagem sobre esta matéria».

As organizações socialistas defendem que os estatutos especiais devem ser alvo de uma profunda reflexão que incremente os critérios de justiça no desempenho e na avaliação de todos os alunos, lembrando que não existem salvaguardas suficientes que garantam a existência de um regime de frequência e de flexibilidade dos percursos escolares no sentido de optimizar o rendimento académico dos trabalhadores-estudantes, pelo queapela à Universidade do Porto que reconsidere a sua posição no imediato, corrigindo uma atitude decepcionante que desincentiva a qualificação dos cidadãos.

sábado, 14 de abril de 2012

JS não vota a favor do Tratado de Estabilidade Orçamental

Os Deputados da JS, o Secretário-Geral Pedro Delgado Alves e Rui Duarte, não votaram a favor do Tratado de Estabilidade Orçamental e sobre o Tratado que Cria o Mecanismo de Estabilidade, hoje discutidos na AR. 


Apesar do Tratado que Cria o Mecanismo de Estabilidade (agendado e votado em conjunto com o novo tratado orçamental) vir institucionalizar os instrumentos que asseguram, no curto prazo e no quadro do Memorando de Entendimento, o financiamento da economia portuguesa, já o Tratado de Estabilidade Orçamental vem consagrar soluções que asfixiarão o Estado social na Europa e nos Estados membros, obcecadas com uma disciplina orçamental e com uma marca da austeridade em permanência, que descuram a urgência em promover o crescimento económico e a criação de emprego.


É um texto ideologicamente sectário que se entrincheira num bunker de políticas económicas de direita, inviabilizando a construção legítima de alternativas à esquerda, quebrando o consenso Europeu em torno da busca da coesão em solidariedade que sempre caracterizou o projeto europeu e virando as costas ao escrutínio democrático indispensável à nossa visão de uma Europa federal. 

De facto, deparamo-nos com um texto que corta com o passado recente de reforço da democracia europeia, pautado pela ausência de controlo parlamentar das principais decisões de política orçamental e remetendo para o controlo do Tribunal de Justiça o que deve ser o escrutínio democrático da gestão económica e financeira de cada Estado e da própria União.

Não nos revemos numa Europa que ilegaliza as políticas económicas à esquerda.

Não nos revemos na incidência no erro continuada que arrisca levar á exclusão do Euro aqueles que sofrem as consequências de anos de desregulação dos mercados financeiros e de especulação em torno das dívidas soberanas.

Juventude Socialista
13-04-2012


domingo, 5 de fevereiro de 2012

JS quer intervenção urgente na ação social no ensino superior

As últimas semanas têm revelado uma situação de insustentável aumento do abandono de estudantes do ensino superior, motivada por um aumento sério das dificuldades económicas dos agregados familiares, ao qual o sistema de ação social para o ensino superior não está a dar resposta.

De facto, os meses que se seguiram à entrada em vigor do novo regime revelaram que muitas das soluções adotadas pelo atual Governo são desajustadas, deixando de forma muitos alunos carenciados, continuando por processar inúmeras candidaturas, e sendo o maior número de indeferimentos associado a instrução incompleta dos processos, muito mais do que devido ao não preenchimento de condições socioeconómicas relevantes.

Num contexto de agravamento da situação económica de muitos milhares de famílias, do aumento dos custos de serviços públicos essenciais (entre os quais o aumento dos transportes e o fim dos regimes de apoio aos estudantes), importa agir com urgência sobre as consequências do novo regulamento de atribuição de bolsas de ação social na prossecução de estudos de milhares de jovens portugueses e portuguesas e adaptá-lo ao momento excecional que vivemos.
Neste sentido, a JS promoveu em conjunto com o Partido Socialista a apresentação de uma resolução na Assembleia da República, que formula um conjunto fundamental de recomendações ao Governo nesta matéria, assente nos seguintes pontos:


1.       Construção de um regime transitório justo que acautele as expectativas de estudantes que se inscreveram no ensino superior na vigência das regras anteriores;

2.       Revisão das regras de cálculo do rendimento do agregado familiar em casos de especial carência, para apoiar de forma mais adequada os agregados familiares com despesas de saúde e de habitação;

3.       Reponderar os valores das bolsas para que, de forma progressiva, se proceda ao reforço do montante das bolsas, dentro do quadro orçamental disponibilizado;

4.       Assegurar a manutenção do desconto de 50% no passe social sub23 para todos os estudantes bolseiros;

5.       Reintroduzir a renovação automática de bolsa no início de cada ano letivo para os beneficiários no ano anterior, sujeita a atualização e correção em caso de alterações;

6.       Assegurar o congelamento extraordinário de todos os preços no quadro da ação social escolar indireta;

7.       Abertura de período suplementar de regularização de candidaturas para os alunos cujos pedidos foram indeferidos com fundamento em problemas burocráticos.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Reunião com o presidente da aeISEP






O Núcleo de Estudantes Socialistas do ISEP reuniu com Paulo Neto, presidente da Associação de Estudantes do ISEP, no sentido de apresentar algumas sugestões e auscultar os seus maiores motivos de preocupação no que toca ao panorama do Ensino Superior.


Ao longo da reunião foram apresentadas e discutidas algumas propostas que o NES ISEP gostaria de ver incluídas no plano de actividades da AE para 2012, propostas essas livres de qualquer pressão ideológica, efectuadas na qualidade de estudantes do ISEP que manifestam preocupação e proactivismo em função de uma comunidade estudantil mais participativa, no ISEP e na sociedade, sem descurar a qualidade do ensino e das instalações do ISEP.


Assim sendo, e sem qualquer vontade de sobreposição em relação à aeISEP, que tem prezado a cordialidade e a boa receptividade ao nosso núcleo apesar de todo o seu claro e evidente apartidarismo, deixamos aqui algumas das nossas propostas:


-Promover uma feira do voluntariado dinâmica que estimule a interactividade com os alunos, com associações que facilmente consigam criar actividades no ISEP.

-Manter à disposição dos alunos a existência de destacados jornais diários de forma a cultivar a leitura e a informação;

-Organizar uma sessão de esclarecimento para os alunos acerca da Ordem dos Engenheiros e da Ordem dos Engenheiros Técnicos com representantes das mesmas;

-Realizar iniciativas que promovam uma maior auscultação dos alunos, junto destes, como por exemplo questionários abordando temáticas de Ensino Superior e em especial do ISEP;

-Modificar o sistema de distribuição de talheres na cantina e no bar, garantindo também a existência permanente de desinfectante;

-Realizar uma tertúlia acerca da Acção Social Directa e Indirecta;

-Realização de visitas de estudo;

-Promover a ligação com os estudantes de Erasmus;

-Fomentar a formação dos dirigentes associativos no que toca às várias temáticas da política educativa.


Todas estas propostas foram alvo de discussão e é com enorme agrado que salientamos a boa receptividade das mesmas, mesmo que obviamente não tenham um carácter vinculativo, sendo deixadas ao parecer da aeISEP, que pelo que foi referido na reunião, irá à partida realizar algumas delas, estando já previstas no plano de actividades.


No que toca à segunda parte da reunião em que o NES ISEP se preocupou em conhecer as preocupações da aeISEP relativamente ao panorama do Ensino Superior, destacamos a enorme quantidade de indiferimentos nas candidaturas de bolsas de estudo de acção social, o impedimento dos estudantes obterem bolsa se mantiverem divídas ao fisco e ainda o número de reclamações dos estudantes do ISEP em relação aos seus processos de candidatura à bolsa de estudo, pelo que os mesmos ficarão para o fim da análise de todos os outros. Os alunos que reclamaram se tiverem razão e de facto obtiverem bolsa de estudo, só a deverão conseguir em meados de Abril.


A certificação dos cursos e o financiamento do Ensino Superior são ainda alvos de preocupação, existindo ainda dúvidas quanto à manutenção do valor das propinas.


Para finalizar foi feita uma questão que diz respeito ao parque de estacionamento do ISEP, pelo que de momento, após proposta da aeISEP, aguarda-se a entrada em vigor de um novo regulamento para o parque.


Deixamos um agradecimento especial ao presidente da aeISEP, Paulo Neto pela sua recepção e deixamos à sua equipa, votos de um excelente trabalho para este novo mandato.


NES ISEP
13-01-2012


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

1ª Newsletter Semestral do NES ISEP 2011/2012








O Núcleo de Estudantes Socialistas do ISEP lançou a sua 1ª Newsletter Semestral com notícias de algumas das suas actividades ao longo do 1º semestre do ano lectivo 2011/2012.

Começa a receber as nossas novidades efectuando o pedido para nes.isep@gmail.com. Receberás desde já a newsletter em formato PDF com excelente qualidade de imagem. Se preferires, faz aqui o download.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

JS repudia recuo na política de passes sociais

Face às novas linhas de orientação fixadas no Plano Estratégico para os Transportes, a Juventude Socialista vê com extrema preocupação o caminho traçado face aos passes escolares sub23 e sub18, que representam um incentivo fundamental para a criação de condições para milhares de jovens poderem frequentar o ensino básico, secundário e superior. A sua eliminação comportará consequências gravosas para as famílias e representará mais um recuo na aposta nas qualificações dos jovens Portugueses, ao arrepio da tendência verificada na esmagadora maioria dos Países europeus.


Em primeiro lugar, trata-se de uma opção brutalmente penalizadora de um ponto de vista social, empurrando milhares de famílias, para as quais a medida representava um apoio essencial ao equilíbrio do orçamento familiar, para uma impossibilidade de manter os jovens do agregado familiar a estudar.
No plano do ensino básico e secundário, trata-se de uma realidade que penalizará em especial as zonas do interior mais afastadas dos locais em que se encontram instalados os centros escolares e nas quais o transporte público garantia significativamente o acesso ao estabelecimento de ensino.
Já no caso dos estudantes do ensino superior, trata-se de um recuo que, acompanhado das novas regras de atribuição de bolsas de acção social, que vêm diminuir o apoio prestado a muitos estudantes, terá um impacto devastador na continuação dos estudos para muitos milhares de jovens estudantes.
Por outro lado, de uma perspectiva da política de transportes, trata-se igualmente de uma escolha desastrosa, eliminando um incentivo que trazia mais utentes às redes de transportes, robustecendo o sistema, e que criava habituação entre as camadas mais jovens da população pela opção do transporte público, racionalizando a sua utilização e apostando num caminho ambientalmente mais sustentável.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A posição da JS face à proposta de Orçamento de Estado para 2012

A JS vê com grande preocupação a proposta de Orçamento do Estado para 2012, que traduz um conjunto de medidas penalizadoras da classe média e dos mais desfavorecidos, acompanhadas de aumentos da carga fiscal que têm um potencial significativo de agravar a recessão, dificultando a criação de emprego e piorando, por essa via, a situação difícil de muitos jovens que procurar aceder ao mercado de trabalho.

Efectivamente, a proposta de Orçamento do Estado para 2012 representa uma opção de austeridade sem rumo, da inteira responsabilidade do actual executivo PSD-CDS, muito para lá do que ficou acordado no memorando de entendimento assinado com a Troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Em primeira linha, trata-se de usar o acordo externo como pretexto para a introdução de uma agenda ideológica radical, empenhada em desconstruir de forma irreversível o Estado social em domínios fundamentais: a escola pública, o serviço nacional de saúde ou a protecção laboral.
As escolhas para os cortes mais intensos, como é o caso da educação, vão muito para lá do acordo com a Troika. A especial penalização dos funcionários públicos, com o corte (aparentemente transitório) do 13.º e do 14.º mês, apontam um caminho de desincentivo do emprego público e de emagrecimento excessivo do Estado. As opções em matéria laboral, anunciadas em simultâneo com o Orçamento, apontam para um embaratecer da mão-de-obra, recuando no esforço de qualificações e qualidade em que apostámos recentemente.

Em segundo lugar, apesar de invocar um desejo de afastar Portugal do rumo da Grécia, as medidas suplementares de austeridade acabam por nos empurrar num rumo de recessão que nos aproxima das receitas exageradas e desajustadas que penalizam a Grécia.

A redução do consumo interno, que conduzirá a um arrefecimento da já debilitada actividade económica, acabará por reduzir as receitas fiscais, ao invés de as aumentar, tornando ainda mais difícil o cumprimento das metas orçamentais. Por outro lado, o aumento do desemprego, estimado pelo próprio executivo, trará como consequência um aumento da despesa social, também ele penalizador do equilíbrio das contas públicas. Em suma, enquanto receita, trata-se de uma má prescrição.

Em terceiro lugar, a distribuição de encargos revela-se particularmente injusta, incidindo, conforme referido, no essencial, sobre os funcionários públicos, que já haviam sido onerados com cortes salariais no passado e que, em muitos casos, no conjunto dos últimos anos assistem a um quebra de quase uma quarto do seu rendimento disponível.

Finalmente, a proposta de Orçamento é também o reconhecimento de que a retórica eleitoral do PSD e do CDS disso mesmo não passava:  fica claro que a solução de todos os males através do corte nas gorduras do Estado se revelou uma miragem e que a receita passa por medidas excepcionais, a redução drástica da Taxa Social Única não resistiu a um teste de impacto na economia e a crise internacional afinal sempre existe e tem relevo na situação do País.

A Juventude Socialista lamenta em particular, conforme referido, o desinvestimento na área educação, realizado ao arrepio das orientações seguidas no plano europeu, onde a discussão em curso sobre as perspectivas financeiras para 2013-2017 assenta numa redução de despesa em todos os sectores…. com excepção da educação e investigação científica, reconhecida como estrutural e como aposta de médio e longo prazo.

A selecção deste sector como emblemático para o peso dos cortes, associada à recente valorização da componente de financiamento público para escolas particulares com contrato de associação, revela com toda a clareza que há um intuito de mudança de paradigma quanto à ideia de escola pública acessível a todos e financiada por todos como investimento no futuro e local de criação de igualdade de oportunidades.

Já no plano do emprego jovem, a proposta de orçamento lança dúvidas quanto à continuidade de programas fundamentais de inserção na vida activa, através de estágios profissionais, e abre um caminho de agravamento das taxas de desemprego que penalizarão, fundamentalmente, as camadas mais jovens da população, sem que sejam conhecidas medidas do Governo para o evitar. Aliás, são sim conhecidas opções que agravarão a precariedade laboral, aumentando a duração e possibilidade de renovação de contratos a termo, como forma de combater o desemprego.

Neste contexto, a Juventude Socialista entende que a actual proposta de Orçamento para 2012 representa uma combinação perigosa de obsessão ideológica com uma leitura errada do caminho para sair da crise, que deve merecer uma rejeição clara quanto a essas opções fundamentais, desde logo porque não decorrem directamente do memorando de entendimento com a Troika e porque não foram ponderadas alternativas menos penalizadoras para a população, num contexto da situação económica internacional em que as próprias instituições que connosco estabeleceram o acordo de financiamento da economia mostram abertura para novos caminhos (que podem passar, entre outros, por um alargamento dos prazos do programa de ajustamento).

A Juventude Socialista entende, pois, na linha do já deliberado unanimemente pela sua Comissão Política Nacional e pelo seu Secretariado Nacional, dever a proposta de Orçamento do Estado para 2012, nos termos em que foi apresentada à Assembleia da República e na ausência de uma mudança de posição por parte do Governo, ser merecedora de uma rejeição das suas soluções gravosas. Fundamentalmente, é essencial que o Governo manifeste abertura em áreas chave, pelo menos no sentido de:

  • Reponderar a dimensão do recuo no financiamento da educação e investigação científica;
  • Ponderar uma alternativa à penalização exclusiva dos funcionários públicos com o peso das medidas de corte salarial que incidem nos subsídios de férias e de Natal;
  • Recuar no aumento da carga fiscal no sector da restauração, evitando o efeito recessivo que a medida poderá provocar;
  • Enveredar por uma posição negocial reforçada face à Troika no quadro dos acertos ao memorando de entendimento que já anunciou ir desencadear em Novembro.

domingo, 25 de setembro de 2011

Novo Regime de Atribuição de Bolsas de Estudo de Acção Social

O NES ISEP disponibiliza aqui o novo regime de atribuição de bolsas de estudo de acção social e transcreve o comunicado efectuado pela Juventude Socialista acerca do mesmo:

O Governo apresentou ontem o novo regime de acção social do ensino superior, com um atraso significativo face às expectativas dos estudantes neste domínio e faltando ao compromisso assumido pelo Ministro da Educação e Ciência no início do mês de Agosto, quando garantiu à Comissão Parlamentar de Educação que o regulamento “seria divulgado nos próximos dias”.
A demora que se verificou, que dificilmente se percebe, quando já estavam identificadas as principais alterações a introduzir e quando o novo regulamento reproduz textualmente boa parte da anterior regulamentação, vai prejudicar a situação de muitos milhares de estudantes que aguardarão novamente na incerteza a clarificação da sua situação individual.
Apesar das críticas veiculadas em anos anteriores, também o novo Governo não foi capaz de criar as condições para que a análise de bolsas de estudo se iniciasse da forma atempada e célere que as dificuldades sociais destes estudantes exigem.
Após uma primeira leitura, a JS saúda a manutenção da dotação orçamental para as bolsas de acção social (que, importa recordar, mais do que duplicou no período entre 2005 e 2010), bem como as medidas destinadas a acautelar a situação dos agregados familiares mais pequenos.
No entanto, algumas das opções tomadas no novo regulamento suscitam sérias dúvidas e a mais graves reservas quanto à melhor gestão dos referidos montantes e correm o risco de deixar de fora do universo de beneficiários alguns milhares de beneficiários (desaproveitando a verba que se conserva aparentemente intacta), prejudicando de forma significativa o acesso de muitos estudantes ao ensino superior.
Nesse domínio, destacam-se com grande preocupação, os seguintes elementos:


a) O novo regulamento não garantiu a continuidade do regime transitório que protegia as expectativas de estudantes que se inscreveram no ensino superior na vigência das regras anteriores. A continuidade deste regime transitório já se encontrava a ser negociada entre o anterior Governo e as associações de estudantes. O fim do regime transitório poderá afectar (tendo em conta os dados de 2010/11) cerca de oito mil estudantes.


b) Apesar de amplo consenso na legislatura anterior entre vários partidos, entre os quais os que hoje suportam o Governo, não se prevêem abatimentos relativos a despesas de saúde e habitação, problema que havia sido identificado no anterior regulamento e que era defendido pelas associações de estudantes.


c) Por outro lado, para a generalidade dos estudantes o valor da bolsa base máxima (que serve como referência a todos os cálculos) é mais baixo que no regulamento anterior, tendo descido 406 euros. Apesar de o Ministro da Educação ter referido que o valor da bolsa base máxima se mantinha isso é apenas verdade para os agregados familiares constituídos por 1 ou 2 pessoas, o que representa uma pequena parcela de beneficiários.


d) Verdadeiramente, na esmagadora maioria dos casos, os valores das bolsas base serão mais baixos já que todos os cálculos são feitos com dependência do novo valor máximo de bolsas (406 euros mais baixo que o anterior).


e) Foram eliminados os benefícios de transporte para os estudantes que se encontrem a frequentar estágios curriculares não remunerados. A não atribuição deste benefício mensal que se destinava a apoiar as deslocações dos estudantes até aos locais de estágio (valor mensal de 41,92 €) irá afectar algumas centenas de estudantes de enfermagem que se encontrem a fazer estágio em unidades de saúde situadas em local diferente do local da instituição de ensino.


f) Finalmente, apesar de se referir que o princípio da contratualização, avanço introduzido em 2010, continua presente, é eliminada a previsão de renovação automática de bolsa, suprimindo aquele que era considerado o principal mecanismo de aceleração do pagamento de bolsas de estudo no início do ano lectivo.


A Juventude Socialista espera que seja ainda possível acautelar as dificuldades encontradas e que sejam desencadeados com celeridade os procedimentos de candidatura com as novas regras, cuja apreensão e execução pelos serviços de acção social poderá ainda ser distendida no tempo.


Lisboa, 22 de Setembro de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

NES ISEP - CULTURA E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA

No passado dia 29 de Abril foi dado um passo muito importante para a afirmação dos valores do socialismo democrático nas instituições de ensino superior do Porto. À imagem do que já é realidade noutros pontos do país, noutras instituições de ensino superior, foram formalizados cinco núcleos de estudantes socialistas, entre os quais o Núcleo de Estudantes Socialistas do ISEP

Os núcleos de estudantes socialistas inserem-se num orgão nacional da Juventude Socialista, a ONESES – Organização Nacional de Estudantes Socialistas do Ensino Superior – e visam colmatar uma importante lacuna na participação política dos jovens portugueses. Em Portugal, os cidadãos parecem estar cada vez mais afastados da política, sendo que são menos de 1% os portugueses que participam numa organização político-partidária.

É possível constatar que as gerações contemporâneas são as mais qualificadas de sempre, tendo a área da educação verificado uma notável evolução nas últimas décadas, capaz de afirmar o nosso país como o Estado-membro da União Europeia onde se registou um maior crescimento percentual do número de diplomados. Torna-se inevitável concluir que o desenvolvimento do nosso país tem de considerar a mais-valia das competências adquiridas por estas gerações.

Como é sabido, a actual conjuntura não é favorável, tanto a nível social, como económico, estando a classe política desgastada e prevalecendo imagens como a do clientelismo e da corrupção. Estas imagens não podem, todavia, relegar para segundo plano a convicção de que, para inverter o rumo de Portugal, é necessária, mais do que nunca, a participação cívica, a
renovação dos partidos políticos e uma profunda reflexão colectiva sobre o nosso modelo democrático.

Foi no sentido de exercer um direito fundamental da democracia e da cidadania e no sentido de aproximar as gerações mais bem formadas de sempre à evolução do nosso país que o NES ISEP foi formalizado. Uma organização política com o objectivo da aprendizagem, debate, partilha de ideias e que se propõe ainda a promover a representatividade dos estudantes do ISEP. Um núcleo que tem a sua relevância evidenciada pelo facto de residir numa instituição de ensino superior de engenharia onde a política não é discutida todos os dias, ao contrário do que se passa noutras instituições, onde inclusivamente chegam a ser leccionadas disciplinas de Ciência Política ou onde se discutem questões desse domínio com mais abertura, permitindo um maior interesse, uma maior envolvência e um maior conhecimento dos estudantes do ensino superior, que representam 35% dos jovens portugueses com 20 anos.

O NES ISEP não pretende esconder a sua identidade ideológica. No entanto, muito mais do que o partidarismo ou a propaganda, pretende fomentar o desenvolvimento da cultura política dos jovens de hoje, mais concretamente no ISEP, escola de futuros engenheiros que, como bons cidadãos, não se devem colocar à margem dos seus direitos e deveres democráticos.

É ainda de salientar que os militantes do NES ISEP serão estudantes que já pertencem à Juventude Socialista nos seus núcleos de residência e que, estando ou não deslocados, terão a oportunidade de usufruir de uma militância activa e de partilharem a missão de consciencializar os jovens para a participação política na Academia do Porto, visando o desenvolvimento e evolução de Portugal.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Tomada de posse do NES ISEP

Foi com enorme orgulho e satisfação que formalizei o Núcleo de Estudantes Socialistas do ISEP. Um espaço político de aprendizagem onde a JS não poderia mais deixar de estar bem representada, ora não fosse o ISEP uma das instituições do ensino superior público com mais alunos a nível nacional.

A criação dos núcleos de estudantes socialistas veio no sentido de colmatar uma grande lacuna. Uma lacuna na formação, que não diz respeito a competências profissionais mas sim uma lacuna que existe na formação de cidadãos. Temos nos dias de hoje as gerações mais formadas de sempre com o número de diplomados a crescer cada vez mais como aliás se verificou em números recentes.

Infelizmente podemos constatar com facilidade que não existe qualquer formação política no ensino público obrigatório e mesmo no que toca ao ensino superior, só alguns cursos oferecem disciplinas que realmente explicam a essência da ciência política, facto que só pode dar ainda mais relevância à presença da JS no ISEP.

Como todos sabem, o símbolo da Juventude Socialista representa além do mais, a luta por melhores condições de vida e os jovens como elementos preponderantes da sociedade, têm de sentir que não é só nas ruas de Portugal que encontram o espaço para as suas reivindicações. Têm que perceber verdadeiramente que vale a pena fazer política e que é na JS que encontram o seu espaço proativo para fazer avançar Portugal.

O Núcleo de Estudantes Socialistas do ISEP, terá sem dúvida de superar as expectativas dos jovens que há muito estão defraudadas com a classe política, com a precariedade, com o flâgelo do desemprego e com a possibilidade de se verem obrigados a emigrar. É necessário que conheçam as constantes batalhas da Juventude Socialista que tanto têm contribuido para combater estes fenómenos através de acções importantes, defensoras da emancipação jovem e que mais recentemente culminaram na proibição dos estágios profissionais não remunerados.

Nunca como hoje foi tão necessário mostrar aos jovens portugueses que devem ingressar numa estrutura como a Juventude Socialista, que devem assumir uma postura de compromisso e de trabalho para com o seu país que tanto investiu na sua formação e que pode agora ver os investimentos de anos serem transformados em diplomados emigrados.


Muito mais do que o partidarismo, o NES-ISEP representará os estudantes do ISEP que pertencem à JS, as suas opiniões, as suas dificuldades, problemas e expectativas. E acima de tudo é necessário fazer sentir que a JS oferece a representatividade que esta comunidade do ISEP necessita, um espaço de debate, de apresentação de soluções, de construção e partilha de ideias.

O NES ISEP visa a criação de uma equipa de trabalho onde todos os militantes da JS do ISEP sejam integrados e se sintam à vontade para expor os seus pontos de vista, as suas criticas, opiniões e sugestões. E mais que isso, pretende ser um espaço político aberto que consiga uma excelente ligação a todos estudantes do ISEP por igual, de maneira a que todos se sintam à vontade para interagir e expor as suas necessidades, desenvolvendo ainda a sua cultura e participação política.

Como único Núcleo de Estudantes Socialistas do Instituto Politécnico do Porto não podemos esquecer as restantes instituições, fazendo questão de salientar que o NES ISEP não excluirá a atenção permanente às eventualidades do Ensino Politécnico, ou não fosse o nosso núcleo um espaço político de jovens verdadeiramente socialistas!

André Lopes
Coordenador do NES ISEP
alopes.hvk@gmail.com


Alguns dos elementos do NES ISEP que estiveram presentes na formalização oficial
(Carlos Ribeiro, Bruno Fernandes, Sérgio Morais, André Lopes, André Fernandes e Filipa Rocha)


terça-feira, 26 de abril de 2011

Formalização do NES-ISEP

Na próxima sexta-feira serão formalizados os cinco primeiros Núcleos de Estudantes Socialistas (NES) da Academia do Porto, numa iniciativa simbólica que decorrerá na sede distrital do PS Porto e que contará com a presença do coordenador nacional da ONESES, Ivan Gonçalves, e do Secretário-geral da JS, Pedro Delgado Alves.


Os cinco NES terão como coordenadores os seguintes camaradas:


André Viela - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Tiago Aboim - Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Catarina Castanheira - Faculdade de Direito da Universidade do Porto
André Lopes - Instituto Superior de Engenharia do Porto
Filipa Mendes Silva - Universidade Lusíada


Contamos com a tua presença nesta altura tão importante em que os alunos do ISEP aumentam o seu leque representativo!


nes.isep@gmail.com